04 dezembro 2012

APEDREJANDO O PRÓPRIO PECADO NO OUTRO

         João narra uma passagem muito forte e contundente, onde podemos ver o amor de Deus em ação. Quero falar sobre João capitulo 8, onde uma mulher adultera é trazida até Jesus e recebe o perdão por seu erro. 
       Essa passagem é muito conhecida por todo povo de Deus, mas tem algo nesta passagem que quero meditar com você.
       Quando Jesus é forçado pelos homens a dar sua opinião sobre o caso daquela mulher e o que mandava a lei de Moisés, Ele ordena, autoriza aos que não tivessem pecado a atirarem pedra naquela pobre coitada. È como se Jesus dissesse assim: A lei manda mesmo apedrejar, mas só pode atirar pedras quem não tiver pecado. 
       
Todos os homens largaram as pedras e um a um foram saindo, deixando somente Jesus e a miserável adultera nojenta.
Aqueles homens reconheceram seus estados de pecadores tão grandes como aquela mulher. Eles olharam para si mesmos ao serem confrontados por Jesus, e não foram capazes de jogar nem um pedregulho na mulher.  
      Não me leve a mau, nem me chame de advogado do diabo, por favor, mas aqueles fariseus, foram bem mais transparentes, humildes, e verdadeiros do que muitos de nós nos dias de hoje !!!
         Quando eles viram que o mau neles não lhes permitiam jogar pedras na mulher, saíram e quem sabe, foram se arrepender nalgum outro lugar da cidade.
         Hoje muitos que frequentam igrejas, cultos de poder, que são chamados servos do Senhor, não tem a mesma capacidade para olhar para si mesmo. Hoje as pessoas, ao contrario daqueles fariseus, buscam oportunidade para apedrejarem os caídos. 
         Fico pensando em algo triste; tem gente falando língua estranha, dizendo estar cheio do Espirito Santo, que não perdem oportunidade para lançarem pedras no caído. 
     Se satisfazem apedrejando os que caíram, se sentem realizados, completos, satisfeitos, pois tem muitos apedrejando outros para na realidade, encobrirem seus próprios erros, falhas, pecados...é como se apedrejando alguém, Deus esqueceria do pecado que ninguém sabe que está lá, latente e oculto na alma.
    Vejo pessoas de mau testemunho, sem vida com Deus, que apenas usam de costumes cristãos, se deleitando em apedrejar e massacrar aqueles que caíram  pois isso, satisfaz o seu ego e de certa forma, alivia o peso do pecado cravado na alma.
    Os fariseus foram mais dignos e verdadeiros, pois souberam que não tinham capacidade, nem autoridade espiritual para apedrejarem aquela mulher, mas hoje, pessoas que passam meses sem ir num culto de ceia, que nunca cooperam com um centavo na obra de Deus, que não ganham sua própria família para Jesus, que vivem  um casamento de fachada somente para mostrar aparência para igreja, pessoas que apenas possuem jeito de crente, pessoas que se envolvem com ocultismo, seitas secretas, homens que tem filhos fora do casamento, que tem suas amantes escondidas, pessoas que não se importam com nada espiritual, se satisfazem apedrejando alguém já caído, que nesse momento da vida, precisa muito mais de atenção e ajuda.

       Os fariseus saíram pesarosos por seus próprios erros, hoje, existe uma satisfação em esconder seu pecado apedrejando os outros...é como se ao apedrejarem um caído, se sentem melhores, como se estivessem apedrejando seu próprio erro.

E a vida continua, a luta é grande, mas a vitória é maior....

Em Cristo
Ivair J. Lehm

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